quinta-feira, 16 de maio de 2013

ESTÁGIO VOCACIONAL - Seminário Diocesano de Blumenau


Você jovem quer ser padre?


No próximo dia 15 de junho, sábado, das 8h30min às 16h, no Seminário Menor da Mãe de Jesus, situado à Rua Franz Volles, 1750 - Itoupava Central, em Blumenau, acontecerá o Estágio Vocacional. Participam rapazes que estejam cursando a 8ª série do Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. A programação do dia é feita de momentos de oração, palestras, jogos, convivência com os seminaristas e padres do Seminário. Para melhores informações, fale com o seu pároco; ou com o Pe. Marcelo Martendal (martendal.bnu@ibest.com.br) – coordenador diocesano da Pastoral Vocacional ou Pe. Almir Negherbon (47) 3334- 6861- reitor do seminário Menor e Propedêutico.

Seminário Diocesano em Blumenau
Jesus continua, hoje, chamando operários para a sua messe, “pois a messe é grande e poucos os operários” (cf. Mt 9,35-38).


Venha servir a Deus e aos irmãos como sacerdote e assim ser feliz!



segunda-feira, 15 de abril de 2013

50° Dia Mundial de Orações pelas Vocações

No próximo domingo, dia 21 de abril, 4º Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor, celebra-se o 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.


Segue abaixo a mensagem para este dia. A mensagem deste ano foi escrita pelo nosso papa emérito Bento XVI, porém antes de renunciar ao papado. 

 MENSAGEM 
<< As vocações, sinal da esperança fundada na fé >>
Mensagem do Papa Bento XVI para o 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações  

Amados irmãos e irmãs!
No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a refletir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes – sublinhava então o Sumo Pontífice – interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).
Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da ação pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.
A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo – «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.
Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação – que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando com o salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança» (Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de fato, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).
Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf. Rm 5,5). E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).
Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas atividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentar a esperança e onde a vida será livre e plena.
As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.
Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.
Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).
Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efêmeras, saibam cultivar a atração pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).

Vaticano, 6 de Outubro 2012.

domingo, 14 de abril de 2013

Encontrão dos Coroinhas da Comarca de Timbó

Neste domingo, 14/04, a Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição de Rio dos Cedros, acolheu mais de uma centena de coroinhas da Comarca de Timbó. O domingo foi de grande alegria e entrosamento dos coroinhas das diferentes paróquias. Oficinas temáticas, Santa Missa presidida pelo néo-sacerdote Pe. Sérgio Eduardo Campestrini, gincana, compuseram as atividades do dia.

Abaixo seguem algumas fotos do encontro.






terça-feira, 28 de agosto de 2012

Visita Vocacional a colégio em Benedito Novo

Nesta terça-feira, 28 de agosto, o coordenador diocesano da Pastoral Vocacional, Pe. Marcelo Martendal e as Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo estiveram no colégio Teófilo Nolasco de Almeida, no município de Benedito Novo realizando promoção vocacional. 
Segue fotos.




Momento do café: Pe. Marcelo, Irmãs Carmelitas, Frei Mário Rohde (ao centro) e João da equipe paroquial da PV

Agradecemos a acolhida da Equipe Vocacional Paroquial e do pároco Frei Mário Albino Rohde!

Animação Vocacional com Crismandos

No sábado, 18 de agosto, o coordenador diocesano da Pastoral Vocacional, Pe. Marcelo Martendal, juntamente com dois jovens do grupo de jovens JHS da Paróquia Santa Cruz, Luana a Artur, estiveram no seminário diocesano "Mãe de Jesus", para um momento de animação vocacional com os crismandos da Paróquia São José Operário, da Itoupava Central, que lá estavam reunidos. 
Pe. Marcelo abordou os temas: "a crisma como compromisso" e "vocação". Os jovens deram um testemunho sobre a participação na comunidade e sobre o grupo de jovens JHS. 
Segue algumas fotos do encontro:





Luana e Artur do grupo de jovens JHS da Paróquia Santa Cruz

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Imagens da Visita Vocacional a colégio na cidade de Doutor Pedrinho

Na manhã e tarde desta terça-feira, 14 de agosto, foi realizada visita vocacional ao colégio Frei Lucínio Korte, no centro de Doutor Pedrinho. Segue algumas imagens.






A semente foi lançada!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Visita Vocacional a colégio em Doutor Pedrinho

Nesta terça-feira, 14 de agosto, a equipe vocacional da comarca de Timbó, junto do coordenador diocesano da Pastoral Vocacional, estará realizando visita vocacional a colégio no município de Doutor Pedrinho.

"Enviai Senhor, operários à vossa messe!"

Vocação à vida matrimonial




Nesta semana lembramos dos vocacionados aos matrimônio. 
Rezemos por nossas famílias! 
Participe da programação da Semana Nacional da Família de sua paróquia.

terça-feira, 31 de julho de 2012

É agosto...


Seminário Diocesano promove Estágio Vocacional no dia 11 de agosto

O Seminário Menor "Mãe de Jesus", da Diocese de Blumenau, promoverá no dia 11 de agosto, sábado, a partir das 8h30min o segundo estágio vocacional deste ano de 2012.
O estágio é destinado aqueles jovens que sentindo o chamado a vida sacerdotal, estejam em processo de discernimento vocacional.
Podem participar do estágio rapazes que estão cursando a 8ª série do Ensino Fundamental ou Ensino Médio.
Mais informações pelo e-mail: s.menor@terra.com.br ou pelo telefone (47) 3334-6861 com Pe. Almir.
Também pelo e-mail: vocacoesblumenau@gmail.com

Estágio de maio de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

Encontro Regional da PV


Neste fim de semana, dias 15 a 17 de junho, no Centro de Formação Católica, na cidade de Lages, realizou-se o Encontro de Agentes de Animação Vocacional do Regional Sul 4 (Santa Catarina).
O tema de estudo e aprofundamento foi "Discernimento Vocacional", assessorado por Miriam Siqueira.
A diocese de Blumenau esteve representada pelo Pe. Marcelo Martendal (coordenador diocesano e regional da PV), Ir. Francisca Sombrio (Irmã da Divina Providência) e por Rodrigo Mellies, representando todos os leigos engajados no trabalho vocacional.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Encontrão dos Coroinhas da Comarca de Timbó

A paróquia São Ludgero, em Pomerode, acolheu no domingo dia 22 de abril, os coroinhas da comarca de Timbó. 
Seguem algumas fotos:





A Pastoral Vocacional Diocesana expressa sua gratidão as Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo da comunidade de Pomerode, aos padres da comarca de Timbó e aos coordenadores das equipes de pastoral vocacional das paróquias, como também a todos os colaboradores, pela organização e realização do encontrão comarcal de coroinhas.

terça-feira, 17 de abril de 2012

29 de abril - 4° Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor - 49° Dia Mundial de Oração pelas Vocações

No próximo dia 29 (domingo) estaremos celebrando o 49° Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
Abaixo segue a mensagem de Bento XVI para este dia.


Amados irmãos e irmãs!

O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).
Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.

Vaticano, 18 de Outubro de 2011.

Papa Bento XVI



Motivemos nossas comunidades a rezar pelas vocações!

domingo, 15 de abril de 2012

Estágio Vocacional no Seminário Diocesano

O Seminário Menor "Mãe de Jesus", da Diocese de Blumenau, promoverá no dia 5 de maio, sábado, a partir das 8h30min o primeiro estágio vocacional deste ano de 2012.
O estágio é destinado aqueles jovens que sentindo o chamado a vida sacerdotal, estejam em processo de discernimento vocacional.
Podem participar do estágio rapazes que estão cursando a 8ª série do Ensino Fundamental ou Ensino Médio.
Mais informações pelo e-mail: s.menor@terra.com.br ou pelo telefone (47) 3334-6861 com Pe. Almir.
Também pelo e-mail: vocacoesblumenau@gmail.com  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia da Vida Consagrada - Celebração na Catedral de Blumenau

O calendário católico reserva o dia 02 de fevereiro para a comemoração da Festa Litúrgica da Apresentação do Senhor, com bênção e procissão das velas.

Comemora-se também nessa ocasião o Dia Mundial da Vida Consagrada.

Estendemos convite a todo o povo de Deus na Cidade e Diocese de Blumenau para que venha celebrar conosco esta significativa data.

Motivo de muita alegria será, sem dúvida, a presença das religiosas que residem e trabalham em nossa Diocese. Desejamos louvar o Senhor pela sua presença entre nós. Ao mesmo tempo, queremos expressar nossa gratidão e carinho por seu testemunho e dedicação nos mais diversos setores da nossa Igreja e da comunidade.

Evento: Missa comemorativa da Festa da Apresentação do Senhor e do Dia Mundial das Religiosas;
Data: 02 de fevereiro, 5ª feira, com início às 19h;
Local: Catedral São Paulo Apóstolo, Blumenau (Centro)
Animador-presidente da Celebração: Dom José Negri, PIME
Mais informações c/ Pe. Raul Kestring, da Pastoral da Comunicação da Diocese de Blumenau - Telefone: 0xx (47) 3322-4435; Celular:0xx (47)  9924-1613.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

30/12 - Dia da Sagrada Família de Nazaré

Neste dia da Sagrada Família de Nazaré, lembremos e rezemos da vocação à vida familiar.



ORAÇÃO DA FAMÍLIA

Senhor, nós vos louvamos pela nossa família e agradecemos a vossa presença em nosso lar.
Iluminai-nos para que sejamos capazes de assumir nosso compromisso de fé na Igreja e de participar da vida de nossa comunidade.
Ensinai-nos a viver a vossa palavra e o Vosso mandamento de Amor, a exemplo da FAMÍLIA DE NAZARÉ.
Concedei-nos a capacidade de compreendermos nossas diferenças de idade, de sexo, de caráter, para nos ajudarmos mutuamente, perdoarmos nossos erros e vivermos em harmonia.
Dai-nos, Senhor, saúde, trabalho e um lar onde possamos viver felizes.
Ensinai-nos a partilhar o que temos com os mais necessitados e empobrecidos, edai-nos a graça de aceitar com fé e serenidade a doença e a morte quando se aproximem de nossa família.
Ajudai-nos a respeitar e incentivar a vocação de nossos filhos quando quiserdes chamar a Vosso serviço.
Que em nossa família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais.
Permanecei em nossa família, Senhor, e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ordenação Presbiteral

Neste domingo, 11 de dezembro, será ordenado Padre o Diácono Ricardo Alexandre Feüstel Kreutzfeld.

origem da imagem: savprocasp.blogspot.com
A Santa Missa será realizada às 15h, na Catedral São Paulo Apóstolo, situada na Rua XV de Novembro, 955 - Centro, em Blumenau.

" Avancem para águas mais profundas" (Lc 5,4)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ordenação Diaconal

Neste dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, será ordenado diácono o seminarista Carlos Ronaldo Evangelista da Silva.


A Santa Missa será realizada às 19h30min na Igreja Matriz Nossa Senhora Imaculada Conceição, situada na Rua Joinville, 665 - Vila Nova, em Blumenau.

Agradecemos a Deus pelo chamado e ao Carlos pela resposta generosa ao Senhor da Messe!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PARTIR DE JESUS CRISTO



“Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com Ele e a partir d’Ele mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária. Nisto se manifesta nosso discipulado missionário: contemplamos Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, à Sua luz a compreendemos e com ela nos relacionamos, no firme desejo de que nosso olhar, ser e agir, sejam reflexos do seguimento, cada vez mais fiel, ao Senhor Jesus”. (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015, n. 4)