quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VISITA VOCACIONAL

Neste próximo fim de semana, 28 a 30 de outubro, os seminaristas da etapa da Filosofia de nossa diocese, estarão em Indaial, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, realizando a visita vocacional.

Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima - Indaial - SC
Rezemos para que o trabalho seja frutuoso e para que os chamados respondam com um SIM generoso ao Senhor da Messe!

sábado, 15 de outubro de 2011

Falecimento do Pe. Reginaldo Lima

A Pastoral Vocacional da Diocese de Blumenau, noticia o falecimento do Pe. Reginaldo Lima,  ex-assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.
Pe. Reginaldo esteve em nosso estado em junho deste ano assessorando o Encontro Regional de Pastoral Vocacional.
Veja a notícia no site da CNBB: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/sala-de-imprensa/notas-e-declaracoes/7869-falecimento-do-pe-reginaldo-lima

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"VERBUM DOMINI": Palavra de Deus, matrimônio e família

Imagem via google

O Sínodo sentiu necessidade de sublinhar também a relação entre Palavra de Deus, matrimônio e família cristã. Com efeito, «com o anúncio da Palavra de Deus, a Igreja revela à família cristã a sua verdadeira identidade, o que ela é e deve ser segundo o desígnio do Senhor». Por isso, nunca se perca de vista que a Palavra de Deus está na origem do matrimônio (cf. Gn 2, 24) e que o próprio Jesus quis incluir o matrimônio entre as instituições do seu Reino (cf. Mt 19, 4-8), elevando a sacramento o que originalmente estava inscrito na natureza humana. «Na celebração sacramental, o homem e a mulher pronunciam uma palavra profética de doação recíproca: ser “uma só carne”, sinal do mistério da união de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 31-32)». A fidelidade à Palavra de Deus leva também a evidenciar que hoje esta instituição encontra-se, em muitos aspectos, sujeita a ataques pela mentalidade corrente. Perante a difundida desordem dos sentimentos e o despontar de modos de pensar que banalizam o corpo humano e a diferença sexual, a Palavra de Deus reafirma a bondade originária do ser humano, criado como homem e mulher e chamado ao amor fiel, recíproco e fecundo.
Do grande mistério nupcial deriva uma imprescindível responsabilidade dos pais em relação aos seus filhos. De fato, pertence à autêntica paternidade e maternidade a comunicação e o testemunho do sentido da vida em Cristo: através da fidelidade e unidade da vida familiar, os esposos são, para os seus filhos, os primeiros anunciadores da Palavra de Deus. A comunidade eclesial deve sustentá-los e ajudá-los a desenvolverem a oração em família, a escuta da Palavra, o conhecimento da Bíblia. Por isso, o Sínodo deseja que cada casa tenha a sua Bíblia e a conserve em lugar digno para poder lê-la e utilizá-la na oração. A ajuda necessária pode ser fornecida por sacerdotes, diáconos e leigos bem preparados. O Sínodo recomendou também a formação de pequenas comunidades entre famílias, onde se cultive a oração e a meditação em comum de trechos apropriados da Sagrada Escritura. Os esposos lembrem-se de que «a Palavra de Deus é um amparo precioso inclusive nas dificuldades da vida conjugal e familiar».
Neste contexto, quero evidenciar as recomendações do Sínodo quanto à função das mulheres relativamente à Palavra de Deus. A contribuição do «gênio feminino» – assim lhe chamava o Papa João Paulo II – para o conhecimento da Escritura e para a vida inteira da Igreja é hoje maior do que no passado e tem a ver com o campo dos próprios estudos bíblicos. De modo especial, o Sínodo deteve-se sobre o papel indispensável das mulheres na família, na educação, na catequese e na transmissão dos valores. Com efeito, elas «sabem suscitar a escuta da Palavra, a relação pessoal com Deus e comunicar o sentido do perdão e da partilha evangélica», como também ser portadoras de amor, mestras de misericórdia e construtoras de paz, comunicadoras de calor e humanidade num mundo que demasiadas vezes se limita a avaliar as pessoas com os critérios frios da exploração e do lucro.

Verbum Domini, n. 85.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"VERBUM DOMINI": Palavra de Deus e fiéis leigos

Grupo de fiéis leigos da Paróquia Santa Terezinha de Blumenau

O Sínodo concentrou muitas vezes a sua atenção nos fiéis leigos, agradecendo-lhes o generoso empenho com que difundem o Evangelho nos vários âmbitos da vida diária: no trabalho, na escola, na família e na educação. Tal obrigação, que deriva do batismo, deve poder desenrolar-se através de uma vida cristã cada vez mais consciente e capaz de dar «razão da esperança» que vive em nós (cf. 1 Pd 3, 15). Jesus, no Evangelho de Mateus, indica que «o campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino» (13, 38). Estas palavras aplicam-se de modo particular aos leigos cristãos, que realizam a própria vocação à santidade com uma vida segundo o Espírito que se exprime «de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais e na sua participação nas atividades terrenas». Precisam de ser formados a discernir a vontade de Deus por meio de uma familiaridade com a Palavra de Deus, lida e estudada na Igreja, sob a guia dos legítimos Pastores. Possam eles beber esta formação nas escolas das grandes espiritualidades eclesiais, em cuja raiz está sempre a Sagrada Escritura. As próprias dioceses, na medida das suas possibilidades, proporcionem oportunidades de uma tal formação aos leigos com particulares responsabilidades eclesiais.

Verbum Domini, n. 84.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Resgate

No dia 04 de agosto, dia do padre, foi realizada na Rádio Nereu Ramos uma entrevista com o Coordenador da Pastoral Vocacional da Diocese de Blumenau, Padre Marcelo Martendal. Sobre como é a formação de um padre.

sábado, 1 de outubro de 2011

"VERBUM DOMINI": Palavra de Deus e vida consagrada

CRB BLUMENAU - 2010

Relativamente à vida consagrada, o Sínodo lembrou em primeiro lugar que esta «nasce da escuta da Palavra de Deus e acolhe o Evangelho como sua norma de vida». Deste modo, viver no seguimento de Cristo casto, pobre e obediente é uma «“exegese” viva da Palavra de Deus». O Espírito Santo, por cuja virtude foi escrita a Bíblia, é o mesmo que ilumina «a Palavra de Deus, com nova luz, para os fundadores e fundadoras. Dela brotou cada um dos carismas e dela cada regra quer ser expressão», dando origem a itinerários de vida cristã marcados pela radicalidade evangélica.
Desejo lembrar que a grande tradição monástica sempre teve como fator constitutivo da própria espiritualidade a meditação da Sagrada Escritura, particularmente na forma da lectio divina. De igual modo, hoje, as realidades antigas e novas de especial consagração são chamadas a ser verdadeiras escolas de vida espiritual onde se há de ler as Escrituras segundo o Espírito Santo na Igreja, de modo que todo o Povo de Deus disso mesmo possa beneficiar. Por isso, o Sínodo recomenda que nunca falte nas comunidades de vida consagrada uma sólida formação para a leitura crente da Bíblia.
Desejo fazer-me eco da solicitude e gratidão que o Sínodo exprimiu pelas formas de vida contemplativa, que, pelo seu carisma específico, dedicam boa parte das suas jornadas a imitar a Mãe de Deus que meditava assiduamente as palavras e os factos do seu Filho (cf. L c 2, 19.51) e Maria de Betânia que, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra (cf. L c 10, 38). Penso de modo particular nos monges e monjas de clausura que, sob a forma de separação do mundo, se encontram mais intimamente unidos a Cristo, coração do mundo. A Igreja tem extrema necessidade do testemunho de quem se compromete a «nada antepor ao amor de Cristo». Com frequência, o mundo atual vive demasiadamente absorvido pelas atividades exteriores, onde corre o risco de se perder. As mulheres e os homens contemplativos, com a sua vida de oração, de escuta e meditação da Palavra de Deus lembram-nos que não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (cf. Mt 4, 4). Por isso, todos os fiéis tenham bem presente que uma tal forma de vida «indica ao mundo de hoje o que é mais importante e, no fim de contas, a única coisa decisiva: existe uma razão última pela qual vale a pena viver, isto é, Deus e o seu amor imperscrutável».


Verbum Domini, número 83.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"VERBUM DOMINI": Palavra de Deus e Ministros Ordenados



78. Dirigindo-me em primeiro lugar aos Ministros Ordenados da Igreja, recordo-lhes o que afirmou o Sínodo: «A Palavra de Deus é indispensável para formar o coração de um bom pastor, ministro da Palavra». Bispos, presbíteros e diáconos não podem de forma alguma pensar viver a sua vocação e missão sem um decidido e renovado compromisso de santificação, que tem um dos seus pilares no contacto com a Bíblia.
79. Àqueles que foram chamados ao episcopado e que são os anunciadores primeiros e com maior autoridade da Palavra, desejo reafirmar o que o Papa João Paulo II deixou escrito na Exortação apostólica pós-sinodal Pastores gregis: Para nutrir e fazer crescer a vida espiritual, o Bispo deve colocar sempre em «primeiro lugar a leitura e a meditação da Palavra de Deus. Cada Bispo deverá sempre confiar-se e sentir-se confiado “a Deus e à palavra da sua graça que tem o poder de construir o edifício e de conceder parte na herança com todos os santificados” (At 20, 32). Por isso, antes de ser transmissor da Palavra, o Bispo, como os seus sacerdotes e como qualquer fiel – mais ainda, como a própria Igreja – deve ser ouvinte da Palavra. Deve de certo modo estar “dentro” da Palavra, para deixar-se guardar e nutrir dela como de um ventre materno». À imitação de Maria, Virgo audiens e Rainha dos Apóstolos, recomendo a todos os irmãos no episcopado a leitura pessoal freqüente e o estudo assíduo da Sagrada Escritura.
80. Quanto aos sacerdotes, quero apontar-lhes as palavras do Papa João Paulo II, quando, na Exortação apostólica pós-sinodal Pastores dabo vobis, recordou que, «antes de mais, o sacerdote é ministro da Palavra de Deus, é consagrado e enviado a anunciar a todos o Evangelho do Reino, chamando cada homem à obediência da fé e conduzindo os crentes a um conhecimento e comunhão sempre mais profundos do mistério de Deus, revelado e comunicado a nós em Cristo. Por isso, o próprio sacerdote deve ser o primeiro a desenvolver uma grande familiaridade pessoal com a Palavra de Deus: não basta conhecer o aspecto lingüístico ou exegético, sem dúvida necessário; é preciso abeirar-se da Palavra com coração dócil e orante, a fim de que ela penetre a fundo nos seus pensamentos e sentimentos e gere nele uma nova mentalidade – “o pensamento de Cristo” (1 Cor 2, 16)». E conseqüentemente as suas palavras, as suas opções e atitudes devem ser cada vez mais uma transparência, um anúncio e um testemunho do Evangelho; «só “permanecendo” na Palavra, é que o presbítero se tornará perfeito discípulo do Senhor, conhecerá a verdade e será realmente livre».
Em suma, a vocação ao sacerdócio requer que sejam consagrados «na verdade». O próprio Jesus formula esta exigência referindo-se aos seus discípulos: «Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os envio ao mundo» (Jo 17, 17-18). Os discípulos, de certo modo, «são atraídos para a intimidade de Deus por meio da sua imersão na Palavra divina. Esta é, por assim dizer, o banho que os purifica, o poder criador que os transforma no ser de Deus». E visto que o próprio Cristo é a Palavra de Deus feita carne (cf. Jo 1, 14), é «a Verdade» (Jo 14, 6), então a oração de Jesus ao Pai «consagra-os na verdade» quer dizer fundamentalmente: «Torna-os um só comigo. Une-os a Mim. Atrai-os para dentro de Mim. E de fato, em última análise, há apenas um único sacerdote da Nova Aliança: o próprio Jesus Cristo». É necessário, pois, que os sacerdotes renovem sempre mais profundamente em si a consciência desta realidade.
81. Quero referir-me também ao lugar da Palavra de Deus na vida daqueles que são chamados ao diaconado, não só como grau prévio da Ordem do Presbiterado, mas também enquanto serviço permanente. O Diretório para o diaconado permanente afirma que «da identidade teológica do diácono derivam com clareza os traços da sua espiritualidade específica, que se apresenta essencialmente como espiritualidade de serviço. O modelo por excelência é Cristo servo, que viveu totalmente ao serviço de Deus, para o bem dos homens». Nesta perspectiva, compreende-se como, nas várias dimensões do ministério diaconal, um «elemento caracterizador da espiritualidade diaconal seja a Palavra de Deus, que o diácono é chamado a anunciar com autoridade, acreditando naquilo que proclama, ensinando aquilo que acredita, vivendo aquilo que ensina». Por isso recomendo aos diáconos que incrementem uma leitura crente da Sagrada Escritura na própria vida com o estudo e a oração. Sejam iniciados na Sagrada Escritura e na sua reta interpretação, na mútua relação entre a Escritura e a Tradição, e particularmente na utilização da Escritura na pregação, na catequese e na atividade pastoral em geral.

Verbum Domini, números 78 - 81.